Aniversário do João Paulo
Povo do meu abuso,
Hoje, congratulemos aquele que prova que Deus pode dar asas à cobra. Pode ser que, ligando, ele lembre de convidar a gente para alguma eventual festa. Obviamente, ele vai furar, pois vai ter ensaio do Asa de Águia em algum quintal de rico no interior da Bahia. E nosso amigo acabou de ganhar o abadá, a passagem, a hospedagem e um vale duas mulheres.
Mas, enfim, parabéns, JP.
Os verdadeiros fatos relevantes da vida julgados (com rapidez) por quem está legitimado a tudo entender!
segunda-feira, 18 de maio de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
O SOBREVIVENTE
Há vários meses, expus, numa mesa de bar, claro, aos Des. Wallace e André minha tese de que em vários filmes os personagens morrem bobamente quando poderiam viver se pensassem pelo menos um pouquinho. Então, fui falando de quais filmes em que eu seria bem-sucedido onde outros não foram. Vamos lá. Eu sobreviveria em:
Sexta-Feira 13: É fácil. Apesar de no último - e ridículo - Sexta-Feira 13 o Jason chegar a dar um trotezinho, em todos os demais ele apenas anda e as vítimas correm. Aí é que está o vacilo. Em vez de andar de costas, olhando para ele o tempo todo, saem correndo que nem loucas, acabam perdendo-no de vista, tropeçam em algum galho, ele aparece do nada e "tchau". Se ficassem calmas e não o perdessem de vista, todas sairiam vivas daquele maldito matagal.
A Hora do Pesadelo, qualquer um: É só ficar acordado, bebendo.
O Chamado: Como a TV de onde sai a meninazinha não pode ser desligada, é só quebrá-la toda antes q ela saia pela tela.
Gritos Mortais: Obviamente, é só não gritar.
Titanic: Um pouco mais difícil, porém, factível. Os náufragos, em injustificável desespero, nadavam rumo ao nada, sem saber para onde ir, quando o navio começou a afundar. A salvação eram os botes. Portanto, bastaria que alguém que estivesse no bote ficasse revezando comigo: 15 minutos fora, 15 minutos dentro da água, e muita gente ali teria sido salva em vez de congelar bestamente na água.
Voo United 93: A tripulação, depois de ter conseguido derrubar dois terroristas e arrombar a porta da cabine, em vez de dar um "peteleco" na cabeça do piloto, fazendo-o desmaiar logo, ficaram perdendo tempo tentando retirar suas mãos do manche, e o avião ficou fora de controle, caindo não se sabe por quê.
Enfim, sobreviver em filme é moleza.
Há vários meses, expus, numa mesa de bar, claro, aos Des. Wallace e André minha tese de que em vários filmes os personagens morrem bobamente quando poderiam viver se pensassem pelo menos um pouquinho. Então, fui falando de quais filmes em que eu seria bem-sucedido onde outros não foram. Vamos lá. Eu sobreviveria em:
Sexta-Feira 13: É fácil. Apesar de no último - e ridículo - Sexta-Feira 13 o Jason chegar a dar um trotezinho, em todos os demais ele apenas anda e as vítimas correm. Aí é que está o vacilo. Em vez de andar de costas, olhando para ele o tempo todo, saem correndo que nem loucas, acabam perdendo-no de vista, tropeçam em algum galho, ele aparece do nada e "tchau". Se ficassem calmas e não o perdessem de vista, todas sairiam vivas daquele maldito matagal.
A Hora do Pesadelo, qualquer um: É só ficar acordado, bebendo.
O Chamado: Como a TV de onde sai a meninazinha não pode ser desligada, é só quebrá-la toda antes q ela saia pela tela.
Gritos Mortais: Obviamente, é só não gritar.
Titanic: Um pouco mais difícil, porém, factível. Os náufragos, em injustificável desespero, nadavam rumo ao nada, sem saber para onde ir, quando o navio começou a afundar. A salvação eram os botes. Portanto, bastaria que alguém que estivesse no bote ficasse revezando comigo: 15 minutos fora, 15 minutos dentro da água, e muita gente ali teria sido salva em vez de congelar bestamente na água.
Voo United 93: A tripulação, depois de ter conseguido derrubar dois terroristas e arrombar a porta da cabine, em vez de dar um "peteleco" na cabeça do piloto, fazendo-o desmaiar logo, ficaram perdendo tempo tentando retirar suas mãos do manche, e o avião ficou fora de controle, caindo não se sabe por quê.
Enfim, sobreviver em filme é moleza.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Almocim, almocim
Deixar convite de almocim nos comentários ao post anterior foi abusar da sorte. Afinal, o grupo em sua maioria anda com dor de cotovelo...
Enfim, faz tempo que não fazemos com grande presença. E sexta é sexta (como homem é homem, menino é menino, macaco é macaco, e viado é viado - Falcão). Enfim, estou divagando: sexta, reunião extraordinária no Milmares, 12:34. Pauta: deliberar quando serão as próximas reuniões ordinárias (no sentido pejorativo que nos cabe mesmo).
Quem não for, terá o o... esquerdo engolido por cobra de cipó!!
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Parabéns aos Poucos e Felizes
Normalmente, seria no meu site, mas este está aguardando início de reforma para voltar a ser funcional.
Então, venho aqui mesmo apresentar a merecida congratulação ao Fortaleza Esporte Clube pela conquista do Tri-Campeonato.
Parabéns para Eudes, para Germano e para mim. Únicas pessoas sadias deste site (o Wallace também não chega a ser doente, pois não torce para o time do canal).
Ao Ceará, bem, pelo menos, conquistou legitimamente uma vaga na Copa do Brasil...
LEÃO!!!
P.S.: Parabéns ao Flamengo e ao Fenômeno.
Normalmente, seria no meu site, mas este está aguardando início de reforma para voltar a ser funcional.
Então, venho aqui mesmo apresentar a merecida congratulação ao Fortaleza Esporte Clube pela conquista do Tri-Campeonato.
Parabéns para Eudes, para Germano e para mim. Únicas pessoas sadias deste site (o Wallace também não chega a ser doente, pois não torce para o time do canal).
Ao Ceará, bem, pelo menos, conquistou legitimamente uma vaga na Copa do Brasil...
LEÃO!!!
P.S.: Parabéns ao Flamengo e ao Fenômeno.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
EM RESPOSRA AO ÚLTIMO COMENTÁRIO DO WALLACE NO ÚLTIMO POST....
AMANHÃ É FESTA LÁ NO MEU APÊ, PODE APARECER, VAI ROLAR BUNDA LÊ LÊ ...
Bom, acho que já liguei pra boa parte do povo pra avisar. Mas como telefone é caro aqui vai o convite formal.
SEXTA FEIRA DIA 17/04/2009
FESTA DE INAUGURAÇÃO DE MINHA HOME SWEET HOME
NÃO PRECISA LEVAR NADA BANDO DE LISO
LOCAL: RUA VALDETÁRIO MOTA, 1514, AP 1302 (PROX AO PLAZA DA STS DUMONT)
HORARIO: 19:30
Quem não aparecer vai ter doença venérea.
AMANHÃ É FESTA LÁ NO MEU APÊ, PODE APARECER, VAI ROLAR BUNDA LÊ LÊ ...
Bom, acho que já liguei pra boa parte do povo pra avisar. Mas como telefone é caro aqui vai o convite formal.
SEXTA FEIRA DIA 17/04/2009
FESTA DE INAUGURAÇÃO DE MINHA HOME SWEET HOME
NÃO PRECISA LEVAR NADA BANDO DE LISO
LOCAL: RUA VALDETÁRIO MOTA, 1514, AP 1302 (PROX AO PLAZA DA STS DUMONT)
HORARIO: 19:30
Quem não aparecer vai ter doença venérea.
terça-feira, 7 de abril de 2009
I – SEMANA SANTA
Lindinhos, Não vou viajar na Semana Santa. Ficando aqui, gostaria de saber se alguém, qualquer um, se habilita ou sugere alguma coisa para fazermos como uma trupe durante este melancólico feriado. Ultimamente, tem sido tarefa de gincana tirar o povo de casa pra beber, mas lembremos que foi nessa data, há alguns milhares de anos atrás, que Cristo bebeu vinho e comeu peixe, ou alguma coisa assim, modos que proponho que a gente se reúna em algum lugar para tomar cerveja com isca de peixe. Especificamente na quinta, em homenagem àqueles com o padrão sanitário mais elevado, proponho que nos dirijamos ao Beluga para conhecer o esquema do chop em dobro que eles têm de domingo a quinta por lá. Na pior das hipóteses, o Assis fica do lado.
II – CREPÚSCULO
Assisti ao filme Crepúsculo. Não vou entrar em detalhes como, mas vou dizer apenas que não contribuí com um centavo para a cadeia produtiva do qual participaram os picaretas que excretaram essa desculpa para um filme. Ainda que eu pudesse superar a desastrosa escolha do casal protagonista (o que não posso, mais sobre isso depois), ao mais ferrenho entusiasta do filme, lanço o seguinte desafio: afinal de contas, como diabos se faz um filme de vampiros em que os vampiros não têm presas?! Qual é o próximo passo? Um filme do Super-Homem em que ele passa o filme inteiro sentado em um bar? Desculpe, meu senhor, mas aqui não! O enredo, então, nem se fala. Teoricamente, o vilão do filme é um vampiro que é o predador mais letal de todos os tempos. Vou estragar logo a “surpresa” e informar que, no final, basta dois dos vampiros mais viadinhos que já foram registrados pelas câmeras (ainda mais que os vampiros de Entrevista Com O Vampiro) para despedaçar e tacar fogo no “predador mais letal de todos os tempos”. De fato, assustador. Mais assustador que o “vilão”, só os efeitos especiais. Coisa digna de Os Trapalhões no Planeta dos Macacos. Para descrever o casal protagonista, tenho de tomar um fôlego e controlar meu ódio para não tremer de raiva na hora de digitar. O vampirinho teen que é o “galã” do filme, é uma farsa! Amigo, cabelos assanhados e palidez indicam desleixo e uma dieta desbalanceada e não um visual cool. Fora isso, o jeitinho de andar do cara, que seria um suposto esgueirar vampiresco, parece muito mais o retrato de alguém que foi abusado enquanto criança e na adolescência fica direto olhando por cima do ombro, torcendo que apareça alguém para abusar dele novamente. Já a menina, nem se fala. Fora aquela cara de abuso constante e a aparência esquálida de quem a qualquer instante vai cair de cara no chão de tanta fome, me fica a pergunta: o que diabos um vampiro poderia querer com uma tísica daquelas? Sério, aposto que se pegassem a menina, cortassem a garganta e colocassem de cabeça pra baixo, para escorrer, dava no máximo uma xícara de chá de um sanguezinho bem ralo. Fala sério! Para colocar a cereja no bolo, o casalzinho passa o filme inteiro papeando. Ok, você é um vampiro centenário que aprendeu a respeitar a humanidade e controla os seus impulsos de rasgar a garganta da moça (WHY???), mas o que isso tem a ver com o sexo? Então, chegamos a isso? Vampiros mórmons?
Resumindo, não percam o seu tempo com Crepúsculo. Se suas namoradas fizerem questão de assistir a uma belíssima estória de amor, sugiram “Adoradores Anais”. Se esta tocante obra não estiver disponível, procurem outra coisa pra fazer. Liguem na Sessão da Tarde e torçam para Gêmeos do Barulho, que ainda é muito mais filme.
domingo, 22 de março de 2009
Questão de Ordem: blogs e comentários
Senhores, torna-se necessário trazer novamente à tona a seguinte discussão: precisamos alterar os layout e sistema de comentários do blog.
A uma, porque este layout está deveras desatualizado em virtude de uma série de funcionalidades que o Blogger, principalmente após sua aquisição pelo Google, implementou. Torna-se, portanto, imperativo que seja feita tal atualização, sob pena de erros de configuração e tudo mais num futuro próximo. A duas, porque o YACCS, sistema externo de comentários que era bem popular anos passados, já avisou que será desativado em breve, não restando preservado sequer o histórico dos cometários. Por isso, de qualquer forma iremos perder os comentários passados...
Temos a alternativa de mudar o sistema de administração do blog para o Wordpress. Este é um sistema bem melhor que o do Blogger, porém bem mais complexo para o usuário leigo. Tal mudança, de qualquer forma, resultaria na necessária perda do URL (endereço) atual.
Sobre uma idéia antes suscitada - manter-se o blog neste Blogger, alterando o seu endereço, a fim de que o atual blog fosse preservado para a posteridade com todos os comentários já postados - também não se mostrará útil, já que o sistema de comntários será desativado pelo seu próprio mantenedor. Não compete a nós, portanto, tal prerrogtiva.
A fim de evitar usurpação de poderes ou o uso indevido de eventual "carta branca", coloco o tema à discussão, sugerindo, desde já, minha opinião de como se deve atuar neste caso: preservar o atual blog, com todos os seus textos, instalando o novo sistema de comentários (e perdendo os comentários anteriores), alternado-se também o layout, para atualização às funcionalidades atuais do sistema.
É como voto. Aos demais Desembargadores para as medidas de praxe.
segunda-feira, 9 de março de 2009
"OS MARCIANOS DAS TREVAS"
Senhores,
Eis-me aqui, mais um ano refazendo o mesmo bom e velho convite para que vocês compareçam à
FESTA DOS MARCIANOS, DIA 14 DE MARÇO, ÀS 21:30
O local é o mesmo de sempre (JC Festas, ao lado do restaurante "Os Lusíadas" da Washington Soares) e o esquema também, ou seja, quem quiser adquirir uma camisa como patrocinador, nos dará grande ajuda e ainda cumprirá nossa súmula sem favor esforço ou gasto desproporcional. Chuck, Mateus, Gustavo, Wallace, André, Eudes, Marley e João Paulo já entraram nessa!
A única mudança sensível este ano é o fato de que, em nome de uma maior organização, a cerveja será descentralizada em barracas e será servida em canecas personalizadas! Tais canecas virão junto com a blusa ou poderão ser adquiridas na própria festa, pelo módico preço de R$ 10,00 (dez reais). Esperamos que a facilidade de acesso ao precioso líquido, bem como a fartura de 46 (quarenta e seis) grades de cerveja sejam suficientes para compensar qualquer eventual inconveniente.
No mais, as atrações este ano serão: Banda Desatino (sambinha básico); nosso amigo Germano Vale (dando uma palhinha); e a tradicional Severina Brown, que tem nos acompanhado ao longo dos anos! Quanto ao sistema de entrada, só será permitido o ingresso a quem estiver portando senha exibível, a ser devidamente conferida com nome previamente incluído numa lista! Vamos expulsar todos os penetras esse ano... Ou, pelo menos, vamos tentar!
Toda a organização tem sido voltada para porporcionarmos um conforto nunca antes visto, então, por favor, compareçam, bebam como se não houvesse amanhã e honrem essas calças que vocês vestem!
É exatamente assim que vos comando!!!
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
CARNAVAL EM NATAL
Dia 1
Acordamos pra ir! Saímos às sete da matina, pra não pegar trânsito e chegar relativamente cedo. Nenhuma dessas justificativas aplaca a fúria da minha namorada por ter de acordar antes das 13:00 em um sábado. Logo ao entrar no carro, percebo que entre eu, o André e nossas namoradas, estamos levando comida como se fôssemos passar o carnaval na Somália ou em algum outro lugar onde fosse difícil conseguir comida, como o Piauí. Graças ao bom Deus e às drogas, Nicole cai no sono e só acorda horas depois, quando estamos no meio de uma animada discussão sobre música. Não sei se atribuo isso ao mau humor natural de quem acorda, mas ela logo fica histérica frente ao simples desafio de apontar uma música boa dos Beatles que eu proponho. O resto do carro, é claro, fica do lado dela. No final, provo por A mais B que esse lance de música é altamente overrated e todos concordam comigo. I RULE!!!
Chegamos em Natal. O GPS do André é ainda mais perdido do que eu! Por pura sorte, encontramos um restaurante de comidas regionais. Aparentemente, as comidas regionais de Natal vão desde o mugunzá até o sushi. André para de se servir apenas porque sentamos longe do bufê. Pergunto ao garçom se eles tem vaga para passarmos o carnaval inteiro lá. Recebo a primeira (de muitas) rabissacas da viagem. Fechando o almoço com chave de ouro, tiramos foto como Lampião e Maria Bonita. Vimos uma tartaruga no lago artificial do restaurante e pensamos "pô, deve ser legal ser tartaruga, passar o dia se arrastando por aí, dentro d'água...". Percebendo que estávamos querendo virar tartarugas, decidimos que era hora de procurar nossa pousada.
Depois de encontrar todos os outros pontos de Natal, o GPS do André nos leva à pousada. Não é um lugar feliz. Um doce cheiro de mofo nos dois quartos logo nos dá saudade de casa (onde não há cheiro de mofo). Não sinto a menor confiança na descarga. A televisão não tem controle. Pelo menos o ar e o chuveiro do meu quarto prestam. O mesmo não pode ser dito do quarto do André.
Depois de discutir com o dono da pousada sobre a temperatura do quarto, o tiozinho chegou à conclusão de que 35º não é frio nem no inferno (bom, talvez no inferno...). André é colocado em um quarto menos "charmoso", mas com uma ventilação impecável. Nota: o charmoso que o dono da pousada queria vender era uma pia fora do banheiro e um arzinho de calabouço do século 17 que o quarto tinha. Não se enganem, o novo quarto também não era essas balas todas. Ficava na frente da cozinha. O que não tinha nenhum problema, já que a pousada não tinha café da manhã. Ou até tinha, se você estivesse disposto a pagar R$ 15,00 e avisar até as nove da noite do dia anterior. Simples, não? Decidimos que a pousada será nossa parada de emergência, quando não encontrarmos mais lugar em nenhum pronto socorro, voltando lá apenas para tomar banho, trocar de roupa e desmaiar.
Nos aprontamos e começamos a explorar Natal. Logo descobrimos que a cidade tem uma gigantesca avenida, que apelidamos de "Santos Dumont", onde absolutamente tudo acontece. Sério! Na mesma avenida, achamos uma Sex Shop e uma exposição de tubarões! Não que os tubarões estivessem usando as coisas da Sex Shop, porque um tubarão já é ruim o suficiente sem um strap-on, mas vocês entenderam o que quis dizer. Seguindo o GPS do André, levamos apenas duas horas para chegar a um shopping que ficava há menos de cinco quilômetro da nossa pousada. André alega que eles tem uma tremenda choperia e resolvemos experimentar.
Chegando à choperia, finalmente a bebida começa a fluir no carnaval. É um chope tipo o chope do Boteco, se o chope do Boteco fosse bom. Perguntamos ao garçom se eles conhecem o chope do Boteco e ele cospe para o lado, em escárnio. O garçom nos ganha nesse momento. Depois de tomar quase todos os chopes, esbarramos em um tal de submarino, que custava quase R$ 15,00. Não que dinheiro fosse problema (afinal eu tinha deixado minha carteira no quarto e estava tudo por conta da Nicole), mas fiquei intrigado com o porquê daquela beberagem ser significantemente mais cara do que as demais. O nosso solícito garçom nos explicou que era uma doze de cachaça alemã (Straifensahuer, acho eu), em uma caneca de chope, designada especificamente para matar células cerebrais. Emendou sua explicação aconselhando que não a pedíssemos, porque nada de bom acontecia depois que alguém tomava um submarino. Naturalmente, pedi uma caneca.
Vou contar pra vocês, o que quer que seja que venha a pôr um fim ao mundo como o conhecemos, vai sair da mente de um bêbado. Por si só, a mecânica do tal submarino era algo a ser admirada. Vou tentar explicar de um jeito que o Marley entenda (ai, ai...): a caneca vinha cheia de chope, com um copo cheio de cachaça Wolksvagem emborcado no fundo. Toda vez que se tomava um gole, um pouco da Flufsfragen se misturava na cerveja. O treco todo é projetado para que você só sinta o gosto da mardita quando o chope estiver acabando. Eu só sei que o negócio dá certo. Em questão de minutos já estava fora de mim, gritando impropérios e pedindo tudo que vinha no cardápio, apesar dos preços astronômicos cobrados.
Justamente por conta dos preços astronômicos e pelo fato das meninas estarem ficando com fome, decidimos procurar um lugar mais economicamente acessível para encerrar a noite. O caminho até lá é meio nebuloso para mim, mas desconfio que houveram mais cervejas nesse meio. Chegamos a um bar com temática mexicana, ou algo assim, e começamos a beber de novo. Finalmente, era hora de clima de carnaval, com um DVD do Chiclete com Banana truando e o bar inteiro cantando junto. Ou talvez fosse só eu. De qualquer forma, logo fiquei amigo de todo mundo, em especial do garçom que estava servindo nossa mesa, que passou a me tratar carinhosamente de "Bebum".
Logo nesse primeiro dia, o clima aprontou das suas surpresas, uma que ficou como uma marca pelos outros dias da viagem: a chuva. Não era uma chuvinha tipo "aaaahhhh, que coisa agradável" era mais uma chuva tipo "MEU DEUS! VAMOS TODOS MORRER!!!!". Modos que, quando deu uma treguazinha, achamos melhor voltar para o carro. Afinal de contas, estávamos na beira da praia e uma tsunami já não era um medo assim tão distante. Eu, pelo menos, já tinha avisado o povo do bar de umas quatro.
Voltando para a pousada, para nossa grata surpresa, percebemos que tinha um bar, chamado "Curva do Vento", ao alcance de uma carreira. A cereja no bolo era o fato de que estava tocando "Madagascar Olodum". Tudo bem o o canto tinha a maior cara daquele bar de "Um Drink no Inferno", mas como resistir ao chamado do Ilê?! Infelizmente, Nicole não foi tão compreensiva assim. Usando a razão, apontando uma ou duas alucinações que eu posso ou não ter tido; e a bastante concreta ameaça de ter de arranjar onde dormir no "Curva do Vento" caso saísse da pousada, minha tirânica namorada encerrou nosso primeiro dia de carnaval.
A seguir: Dia 2 - NÃO TATUEM BRIBAS NA CARA!
Acordamos pra ir! Saímos às sete da matina, pra não pegar trânsito e chegar relativamente cedo. Nenhuma dessas justificativas aplaca a fúria da minha namorada por ter de acordar antes das 13:00 em um sábado. Logo ao entrar no carro, percebo que entre eu, o André e nossas namoradas, estamos levando comida como se fôssemos passar o carnaval na Somália ou em algum outro lugar onde fosse difícil conseguir comida, como o Piauí. Graças ao bom Deus e às drogas, Nicole cai no sono e só acorda horas depois, quando estamos no meio de uma animada discussão sobre música. Não sei se atribuo isso ao mau humor natural de quem acorda, mas ela logo fica histérica frente ao simples desafio de apontar uma música boa dos Beatles que eu proponho. O resto do carro, é claro, fica do lado dela. No final, provo por A mais B que esse lance de música é altamente overrated e todos concordam comigo. I RULE!!!
Chegamos em Natal. O GPS do André é ainda mais perdido do que eu! Por pura sorte, encontramos um restaurante de comidas regionais. Aparentemente, as comidas regionais de Natal vão desde o mugunzá até o sushi. André para de se servir apenas porque sentamos longe do bufê. Pergunto ao garçom se eles tem vaga para passarmos o carnaval inteiro lá. Recebo a primeira (de muitas) rabissacas da viagem. Fechando o almoço com chave de ouro, tiramos foto como Lampião e Maria Bonita. Vimos uma tartaruga no lago artificial do restaurante e pensamos "pô, deve ser legal ser tartaruga, passar o dia se arrastando por aí, dentro d'água...". Percebendo que estávamos querendo virar tartarugas, decidimos que era hora de procurar nossa pousada.
Depois de encontrar todos os outros pontos de Natal, o GPS do André nos leva à pousada. Não é um lugar feliz. Um doce cheiro de mofo nos dois quartos logo nos dá saudade de casa (onde não há cheiro de mofo). Não sinto a menor confiança na descarga. A televisão não tem controle. Pelo menos o ar e o chuveiro do meu quarto prestam. O mesmo não pode ser dito do quarto do André.
Depois de discutir com o dono da pousada sobre a temperatura do quarto, o tiozinho chegou à conclusão de que 35º não é frio nem no inferno (bom, talvez no inferno...). André é colocado em um quarto menos "charmoso", mas com uma ventilação impecável. Nota: o charmoso que o dono da pousada queria vender era uma pia fora do banheiro e um arzinho de calabouço do século 17 que o quarto tinha. Não se enganem, o novo quarto também não era essas balas todas. Ficava na frente da cozinha. O que não tinha nenhum problema, já que a pousada não tinha café da manhã. Ou até tinha, se você estivesse disposto a pagar R$ 15,00 e avisar até as nove da noite do dia anterior. Simples, não? Decidimos que a pousada será nossa parada de emergência, quando não encontrarmos mais lugar em nenhum pronto socorro, voltando lá apenas para tomar banho, trocar de roupa e desmaiar.
Nos aprontamos e começamos a explorar Natal. Logo descobrimos que a cidade tem uma gigantesca avenida, que apelidamos de "Santos Dumont", onde absolutamente tudo acontece. Sério! Na mesma avenida, achamos uma Sex Shop e uma exposição de tubarões! Não que os tubarões estivessem usando as coisas da Sex Shop, porque um tubarão já é ruim o suficiente sem um strap-on, mas vocês entenderam o que quis dizer. Seguindo o GPS do André, levamos apenas duas horas para chegar a um shopping que ficava há menos de cinco quilômetro da nossa pousada. André alega que eles tem uma tremenda choperia e resolvemos experimentar.
Chegando à choperia, finalmente a bebida começa a fluir no carnaval. É um chope tipo o chope do Boteco, se o chope do Boteco fosse bom. Perguntamos ao garçom se eles conhecem o chope do Boteco e ele cospe para o lado, em escárnio. O garçom nos ganha nesse momento. Depois de tomar quase todos os chopes, esbarramos em um tal de submarino, que custava quase R$ 15,00. Não que dinheiro fosse problema (afinal eu tinha deixado minha carteira no quarto e estava tudo por conta da Nicole), mas fiquei intrigado com o porquê daquela beberagem ser significantemente mais cara do que as demais. O nosso solícito garçom nos explicou que era uma doze de cachaça alemã (Straifensahuer, acho eu), em uma caneca de chope, designada especificamente para matar células cerebrais. Emendou sua explicação aconselhando que não a pedíssemos, porque nada de bom acontecia depois que alguém tomava um submarino. Naturalmente, pedi uma caneca.
Vou contar pra vocês, o que quer que seja que venha a pôr um fim ao mundo como o conhecemos, vai sair da mente de um bêbado. Por si só, a mecânica do tal submarino era algo a ser admirada. Vou tentar explicar de um jeito que o Marley entenda (ai, ai...): a caneca vinha cheia de chope, com um copo cheio de cachaça Wolksvagem emborcado no fundo. Toda vez que se tomava um gole, um pouco da Flufsfragen se misturava na cerveja. O treco todo é projetado para que você só sinta o gosto da mardita quando o chope estiver acabando. Eu só sei que o negócio dá certo. Em questão de minutos já estava fora de mim, gritando impropérios e pedindo tudo que vinha no cardápio, apesar dos preços astronômicos cobrados.
Justamente por conta dos preços astronômicos e pelo fato das meninas estarem ficando com fome, decidimos procurar um lugar mais economicamente acessível para encerrar a noite. O caminho até lá é meio nebuloso para mim, mas desconfio que houveram mais cervejas nesse meio. Chegamos a um bar com temática mexicana, ou algo assim, e começamos a beber de novo. Finalmente, era hora de clima de carnaval, com um DVD do Chiclete com Banana truando e o bar inteiro cantando junto. Ou talvez fosse só eu. De qualquer forma, logo fiquei amigo de todo mundo, em especial do garçom que estava servindo nossa mesa, que passou a me tratar carinhosamente de "Bebum".
Logo nesse primeiro dia, o clima aprontou das suas surpresas, uma que ficou como uma marca pelos outros dias da viagem: a chuva. Não era uma chuvinha tipo "aaaahhhh, que coisa agradável" era mais uma chuva tipo "MEU DEUS! VAMOS TODOS MORRER!!!!". Modos que, quando deu uma treguazinha, achamos melhor voltar para o carro. Afinal de contas, estávamos na beira da praia e uma tsunami já não era um medo assim tão distante. Eu, pelo menos, já tinha avisado o povo do bar de umas quatro.
Voltando para a pousada, para nossa grata surpresa, percebemos que tinha um bar, chamado "Curva do Vento", ao alcance de uma carreira. A cereja no bolo era o fato de que estava tocando "Madagascar Olodum". Tudo bem o o canto tinha a maior cara daquele bar de "Um Drink no Inferno", mas como resistir ao chamado do Ilê?! Infelizmente, Nicole não foi tão compreensiva assim. Usando a razão, apontando uma ou duas alucinações que eu posso ou não ter tido; e a bastante concreta ameaça de ter de arranjar onde dormir no "Curva do Vento" caso saísse da pousada, minha tirânica namorada encerrou nosso primeiro dia de carnaval.
A seguir: Dia 2 - NÃO TATUEM BRIBAS NA CARA!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
MEU ANIVERSÁRIO (MINHA PRÉ-POITA)
Como prometido na festa do João Lucas, estava pensando em postar um texto sobre o novo Sexta-Feira 13 e também sobre por que eu sobreviveria a vários filmes nos quais sobrou um ou até mesmo nenhum dos atores. Só que, juntando-os ao tema do meu aniversário, ficaria muita coisa num post só, então escreverei após o Carnaval.
Enfim... Participo aos Exmos. Desembargadores desta Corte que, no dia 19 de fevereiro, 5a. feira, estarei comemorando minha sobrevivência a inúmeras versões de Sexta-Feira 13 na Choperia Zug, a partir das 19 hs.
E, para aqueles que vivem cobrando a minha poita, digo que a principal aproxima-se - com certa lentidão, bem ao meu estilo - mas, enquanto os preparativos da megafesta ainda estão em andamento, esta servirá para quebrar um galho.
Assim, anuncie-se que os 1os. R$ 500,00 (isso mesmo, quinhentos reais) com bebidas ficam por minha conta (isso se eu não aumentar o valor depois de algumas doses de tequila). Portanto, cheguem cedo, não só por causa de que os outros convidados chegarão cedo também pelo mesmo motivo, mas porque a Zug costuma lotar cedo, então, quem deixar para chegar só mais tarde, perderá não só a bebida gratuita, mas também a cadeira.
Espero vocês lá.
Como prometido na festa do João Lucas, estava pensando em postar um texto sobre o novo Sexta-Feira 13 e também sobre por que eu sobreviveria a vários filmes nos quais sobrou um ou até mesmo nenhum dos atores. Só que, juntando-os ao tema do meu aniversário, ficaria muita coisa num post só, então escreverei após o Carnaval.
Enfim... Participo aos Exmos. Desembargadores desta Corte que, no dia 19 de fevereiro, 5a. feira, estarei comemorando minha sobrevivência a inúmeras versões de Sexta-Feira 13 na Choperia Zug, a partir das 19 hs.
E, para aqueles que vivem cobrando a minha poita, digo que a principal aproxima-se - com certa lentidão, bem ao meu estilo - mas, enquanto os preparativos da megafesta ainda estão em andamento, esta servirá para quebrar um galho.
Assim, anuncie-se que os 1os. R$ 500,00 (isso mesmo, quinhentos reais) com bebidas ficam por minha conta (isso se eu não aumentar o valor depois de algumas doses de tequila). Portanto, cheguem cedo, não só por causa de que os outros convidados chegarão cedo também pelo mesmo motivo, mas porque a Zug costuma lotar cedo, então, quem deixar para chegar só mais tarde, perderá não só a bebida gratuita, mas também a cadeira.
Espero vocês lá.
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